quinta-feira, 2 de abril de 2009

A TRANSIÇÃO DE ESTILINGUE À VIDRAÇA.

Aproximam-se os 100 dias do Governo Rosinha. Para muitos este é um marco a partir do qual as cobranças se tornam mais efetivas. A partir muitos integrantes do Governo, que até então estavam na condição de estilingue, passam a experimentar a de vidraça. As cobranças feitas nos primeiros dias de qualquer governo soam como revanchismo da corrente de oposição, mas, passados 100 dias de governo, já não dá para responder as críticas, atribuindo a culpa ao governo passado. Existe uma expectativa real quanto ao comportamento do Governo acerca das críticas que certamente virão, pois é impossível não haver problemas em qualquer governo. Recentemente Fátima Castro ocupou a imprensa falada, escrita e televisada, para reclamar da falta de apoio à entidade que preside. A meu sentir foi correta a forma com que o Secretário de Saúde recebeu a reclamação, tendo prometido envidar esforços para resolver o problema. A Secretária Joilsa Rangel, também prometeu visitar a casa para inteirar-se das necessidades. É assim que agem as pessoas que ocupam cargos públicos, não podem irritarem-se com as críticas, pois é com elas que se aperfeiçoa a qualidade do serviço público.

5 comentários:

Flávia disse...

Maxuel, me esclarece por que em Campos, as ditas ONG'S, cobram do executivo apoio financeiro???Sendo ONG, ou seja, não governamental, não poderia haver esse tipo de cobrança.Como se monta uma ONG contando com verba municipal.Descaracteriza então esse mérito, não???

Provisano disse...

100 dias, 1.000 dias, são na verdade puro marketing, as ações de qualquer governo, devem ser efetivas já no primeiro dia de governo.

Não engulo essa conversa fiada de que "temos que esperar xis dias, até podermos tomar pé das coisas" e outras baboseiras mais que ouvimos diariamente. Houve um período de transição onde os novos governantes puderam tomar conhecimento do funcionamento da máquina administrativa e, também não podemos esquecer que a prefeita eleita, foi governadora do Estado do Rio de Janeiro, conhecendo pois, a fundo, como funciona a máquina pública.

Por isso, a desculpa de que se precisa de um tempo para entender o funcionamento dela não cola, mesmo porque, seu marido, foi por duas vezes prefeito e uma vez governador do Estado e em todas as ocasiões, a prefeita eleita, participou de forma ativa do governo.

As necessidades da população campista, não estão guardadas em nenhuma caixa-preta, elas são visíveis e foram mapeadas durante toda a campanha eleitoral.

As promessas de campanha, agora transformadas em compromissos, sob pena de, se não forem cumpridas, transformarem-se em estelionato eleitoral, devem ser implantadas sem mais delongas.

Concordo que a postura do secretário de saúde foi correta, civilizada e cordata mas, ele não fez mais do que a sua obrigação, assim como a sra. Joilza Rangel. Mas foi preciso que a presidente da Associação Irmãos da Solidariedade Fátima Castro, fizesse o alvoroço que fez e o mesmo tivesse tido a repercussão que teve na mídia para que houvesse por parte do poder público algum tipo de manifestação.

Acontece que a Associação Irmãos da Solidariedade é uma entidade que presta um serviço essencial à população de um modo geral e todos sem excessão sabem disso, incluindo aí o secretário e a secretária, não havendo necessidade de "visitas" para se inteirar das necessidades da casa.

A necessidade que há é de se renovar o convênio o mais rápido possível, de preferência anteontem, uma vez que ninguém duvida da idoneidade da Associação e daquela que a preside com todo empenho, que é a Fátima Castro. Os pacientes que dependem da atuação da Associação não podem ficar reféns da inoperância do poder público.

Chega de inércia, já se passaram mais de noventas dias da posse da prefeita e só o que temos ouvido é muito blá, blá, blá e pouca ação.

A campanha acabou em outubro de 2008, à essa altura do campeonato, os palanques eleitorais já deveriam ter sido desmontados e quer me parecer que ainda não foram.

É isso que todos nós, cidadãos campistas queremos, soluções céleres contra as mazelas que afligem o nosso município e não que àqueles que foram eleitos para resolver, fiquem se escudando atrás de desculpas esfarrapadas que não convencem mais ninguém.

Maxsuel Barros Monteiro disse...

Cara Flávia. Em parte você tem razão. Mas algumas ong's ou associações filantrópicas acabam por assumir uma obrigação que é dos gorvernos. Já tive a oportunidade de visitar a Associação Irmãos da Solidariedade, e pelo menos na época em que a visitei verifiquei uma prestação de serviços de alta relevãncia, e me parece que o governo Municipal não tem condições de prestar, pelo menos nesse momento. Seria ótimo se o Poder Público arcasse com estas obrigações sociais, mas como sabemos, não é o que acontece.

Grato pelo apoio ao blog.

Anônimo disse...

Maxuel Como campista que sou sonho em ver nossa cidade como Curitiba,Campinas e outras. Mas não podemos nos esquecer que durante mais de 10 anos os governos só fizeram destruir e saquear a cidade. E vamos combinar, não via ninguém cobrando dos governos anteriores o que se está cobrando de Rosinha. Por exemplo, a saúde não chegou ao caos que está nesses 3 meses. A educação tampouco, e muito menos a quantidade de buracos que se encontra a nossa cidade . Então ao invés de só criticar devemos dar a nossa participação efetiva, porque o Sr.Arnaldo e o Sr. Mocaiber só chegaram à Prefeitura com o voto do povo e por isso a cidade hoje, está assumindo o ônus de votar mal e vender votos.

wilson Pessanha Rangel Júnior disse...

Caro Maxsuel,
Após 100 dias de governo, com muitos comentários sobre as administrações passadas e vários recadastramentos, o atual governo precisa entender uma coisa muito simples, a cidade de Campos dos Goytacazes precisa voltar a andar e para isso é necessário esquecer o passado e trabalhar. Quando isso vai acentecer?